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6 Agosto, 2018
‘Mais Verão Sem Drogas’ passou por Machico

A campanha ‘Mais Verão Sem Drogas’ voltou ontem à rua, uma iniciativa da Secretaria Regional da Saúde que esteve na Semana Gastronómica de Machico, sensibilizando para o uso e abuso do álcool, bem como as suas implicações, ‘reforçando’ os condutores ‘100% cool’.

A realizar este trabalho esteve a equipa da PSP de Machico liderada pelo Subcomissário Mendes, uma equipa da Escola Superior de Enfermagem São José Cluny, a equipa da UCAD, sempre com o apoio da ANEBE.

Machico | 28 de julho por dnoticias.pt
6 Agosto, 2018
Indústria das bebidas espirituosas com potencialidade para crescer com “fiscalidade mais favorável”

Secretário geral da ANEBE está na Madeira. Esta manhã visitou o Engenho Novo

 

Apesar do peso crescente que o mercado das bebidas espirituosas tem vindo a registar desde 2015 na economia nacional, Rui Duarte, secretário-geral da ANEBE – Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas, considera que se houver uma fiscalidade “mais favorável” a industria tem potencialidade para crescer ainda mais.

“A fiscalidade ainda é um obstáculo ao desenvolvimento de um maior potencial que a industria tem por explorar”. Feito o reparo, justifica o desafio: “Com uma fiscalidade mais favorável poderíamos ter a industria com maior peso ainda na economia nacional, porque vamos crescer até 2021 com taxas anuais acima dos 2,5 a 3 por cento, o que significa que crescendo a um ritmo superior à inflacção este sector é cada vez mais o contribuinte líquido para o crescimento económico nacional”, apontou.

A convicção foi manifestada no final da visita guiada realizada hoje às instalações do Engenho Novo, na Calheta.

Depois de ter ficado a conhecer melhor a realidade da produção local, em particular do rum agrícola, Rui Duarte elogiou “a visão e a criatividade” da nova geração de empresários.

“É muito interessante perceber a mundivisão que têm e a forma como estão a aproveitar o melhor da Região, engarrafando muita qualidade e inovação”, regozijou-se.

Por Orlando Drumond | 26 de julho em dnoticias.pt
6 Agosto, 2018
ANEBE: “Os produtores da Madeira têm um novo alento e estão a olhar para a exportação de bebidas espirituosas”

O secretário-geral da Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas reforçou a necessidade de se “manter e reforçar” o apoio dado pelas entidades regionais no sentido de se promover mais este sector.

O secretário-geral da Associação Nacional de empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE), Rui Duarte, está de visita à Madeira. Dos contactos que já teve destacou, ao Económico Madeira, o novo alento dos produtores regionais, a par do que acontece a nível nacional, bem como de uma visão orientada para o mercado exportador.

Sobre o mercado regional Rui Duarte, diz que no contacto que teve com os produtores regionais pode perceber que o sector na Região Autónoma pode “perspectivar uma prosperidade grande”. O secretário-geral da ANEBE apelou ainda à necessidade da “manutenção e do reforço dos apoios” das entidades regionais no sentido de se “promover mais” o sector das bebidas a nível nacional e internacional.

O mercado da Madeira defendeu Rui Duarte tem como mais-valias “a tradição da cana-de-açúcar e ainda a do rum” e acrescenta que a oferta da mesa nacional fica “mais enriquecida” quando se inclui os elementos regionais.

A nova projecção que o rum da Madeira tem tido “através da inovação” foi outro dos realces deixados por Rui Duarte sobre o mercado regional de bebidas espirituosas.

O sector realçou o secretário-geral da ANEBE, referindo-se ao todo nacional, tem tido um desempenho com “um nível crescente” que tem sido liderado por “uma nova geração de empresários” que se preocupam em engarrafar com “qualidade e inovação aliado à tradição”.

“Percebemos que a indústria tem sido capaz de acompanhar o bom momento económico”, acrescentou.

A apoiar esta realidade estão os dados do Euromonitor que referem os 22 milhões de euros de vendas de rum e os 50 milhões de euros de exportação do sector, no todo nacional, e ainda os 5 mil empregos directos e indirectos.

A perspectiva, reforça Rui Duarte, é que o sector das bebidas espirituosas cresça sensivelmente 3%, ao ano, até 2021, sempre “acima da taxa de inflação” fazendo da indústria “um contribuinte líquido” do crescimento da economia nacional.

Durante a visita à Madeira Rui Duarte visitou o Engenho Novo da Calheta, a J.Faria, o secretário regional da Saúde, e vai ainda promover uma campanha alertando para a necessidade do consumo moderado e responsável de bebidas alcoólicas integradas no Fórum Regional Álcool e Saúde.

Por Ruben Pires | 26 Julho em Jornal Económico Madeira

3 Julho, 2018
RIR: Como ir, o que comer, o que levar e o que pode comprar

Na Cidade do Rock está tudo a postos para receber os festivaleiros. Saiba o que vai encontrar (além de muita música) e confira a lista de transportes.

Bebidas: venda ambulante A par de bebidas disponíveis nos principais pontos de venda: Super Bock, Somersby, 7UP, águas e outros refrigerantes nas medidas de 25 cl, 40 cl e 50 cl, haverá ainda uma equipa de vários “mochileiros” a circularem permanentemente por todo o espaço do recinto. A venda e disponibilização de bebidas alcoólicas no recinto está interdita a menores de 18 anos, de acordo com a legislação portuguesa. Neste sentido, a Divisão de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo vai desenvolver este ano uma ação em conjunto com a Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas “18 +”. A DICAD recrutou e formou cerca de 80 jovens universitários, que no recinto irão colocar as pulseiras 18 + BEBA COM CABEÇA sensibilizando os jovens maiores de 18 para um consumo inteligente.

Por Dinheiro Vivo 23.06.2018 / 11:55

3 Julho, 2018
Conduzir sem álcool no RIR dá direito a prémio

Maiores de 18 anos recebem uma pulseira e um apelo ao consumo moderado

 

Os jovens condutores que forem apanhados ao volante com uma taxa de álcool no sangue igual a zero pelas equipas do Programa 100% Cool, antes e durante o Rock In Rio Lisboa, vão receber prémios da aplicação My Taxi.

A iniciativa resulta de um protocolo entre a Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE), o Rock In Rio e a Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (DICAD) da ARS Lisboa, que é assinado hoje, na cidade do rock.

Ao DN, Rui Pedro Duarte, secretário-geral da ANEBE, adianta que a associação vai colaborar com dois programas: o 100% Cool e o Beba Com Cabeça. Sem especificar datas ou locais, o responsável explica que, no âmbito do primeiro, “vão ser realizadas operações 100% Cool na cidade de Lisboa, em parceria com a PSP, no sentido de premiar a boa conduta ao volante”.

Quem for mandado parar no âmbito dessas operações será também alertado para a importância de uma condução segura. “Vamos relembrar que o álcool e a condução não cabem na mesma equação. Que devem eleger um amigo 100% cool para levar o carro ou, em alternativa, optar por transportes públicos”, afirma Rui Duarte.

No ano em que comemora 15 anos de existência, o Programa da ANEBE celebrou uma parceria com a My Taxi, que dará prémios aos jovens condutores que forem apanhados com 0% de álcool durante o festival.

Sensibilização no recinto

Ao mesmo tempo, haverá uma “mega operação de sensibilização direta dentro do recinto, via pulseiras, que, distribuídas e colocadas através de dezenas de voluntários, reconfirmam a condição legal e obrigatória de maioridade daqueles que acedem aos pontos de venda autorizados de bebidas alcoólicas”. Paralelamente, os jovens são convidados a usar a “alcooladora” do site Beba Com Cabeça, “em tempo real de consumo”, para que possam ter uma estimativa do álcool consumido.

Segundo Rui Pedro Duarte, esta é mais uma forma que a ANEBE encontrou para “educar e sensibilizar para padrões de consumo responsáveis e contribuir para a redução de consumos excessivos”. Uma maneira de “relembrar os participantes no RIR que não é inteligente misturar álcool e condução”.

Até ao momento, o programa 100% Cool designou mais de 25 mil condutores 100% Cool, em ações feitas em parceria com a PSP e a GNR. Ambas as ferramentas estão alinhadas com as metas do programa Plano Nacional para a Redução dos Comportamentos Aditivos e das Dependências para a redução do consumo nocivo.

Por Joana Capucho, 14 Junho 2018 — 00:20, in Diário de Notícias

 

3 Julho, 2018
Espirituosas pedem congelamento do imposto sobre o álcool

Medida visa limitar falta de competitividade face a Espanha. Pode aumentar em 12,7 milhões a receita do IABA, diz estudo da EY

NAO, Sharish, Templus, Tinto ou Big Boss são algumas das marcas de gin que têm ajudado ao desenvolvimento de uma indústria de bebidas espirituosas 'made in Portugal'. Fotografia: Rui Oliveira / Global Imagens

A Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE) quer que o Governo congele o imposto aplicável ao setor em 2019 e promete que isso não resultará numa quebra de receitas, mas sim num crescimento de 3,6%. Ou seja, mais 12,7 milhões de euros para os cofres do Estado só em 2019. Em causa está o facto de o imposto sobre o álcool e as bebidas alcoólicas (IABA) aplicável às espirituosas, como o licor, a aguardente e o gin, ser 30% mais baixo em Espanha e o objetivo é “reduzindo o incentivo à aquisição destes produtos” no país vizinho. “Quanto maior for o diferencial da taxa face a Espanha, mais apelativas se tornam as condutas fraudulentas ou a mera preferência do consumidor pela compra destes produtos do outro lado da fronteira”, diz Carlos Lobo, partner de assessoria fiscal da Ernest & Young, a consultora que elaborou o estudo em causa. O também ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais lembra que há um nível de tributação ótimo, um ponto máximo de rendimento de um imposto, a partir do qual as receitas arrecadadas deixam de ser impulsionadas, “na medida do desejável”, pelo incremento da sua taxa. E garante que, no caso das bebidas espirituosas, essa “taxa ideal” em Portugal seria “14,8% inferior à atual”, que é de 1.386,83 euros por hectolitro. Em Espanha é de 913,28 euros por hectolitro. “É um diferencial brutal e que está a afetar a base do imposto”, sublinha.

Carlos Lobo garante que a proposta para a criação de uma cláusula de stand-still (congelamento) não é, sequer, inovadora (ver infografia). “Portugal é o único país da Europa Ocidental que não aplicou nenhuma medida de congelamento ao IABA. Espanha, França, Alemanha, Holanda e outros fizeram-no porque perceberam que quanto mais aumentava a taxa mais perdiam receita. E, para nós, o problema é mais grave pela proximidade a Espanha”, refere. Já Rui Pedro Duarte, secretário-geral da ANEBE, lembra que há um número crescente de empresas portuguesas a produzir licores, aguardentes e gins. Produtos conceituados em Portugal e além fronteiras, como o Licor Beirão, a Ginja de Óbidos, a aguardente da Lourinhã – uma das três regiões demarcadas de aguardente vínica no mundo, a par das francesas Cognac e Armagnac -, a Poncha da Madeira, ou os gins alentejanos, do Gerês ou de Valença. “Um setor com um volume de negócios anual de 600 milhões de euros, composto maioritariamente por pequenas e médias empresas, situadas em zonas de baixa densidade e que ajudam a criar e a fixar empregos”, diz Rui Pedro Duarte. “Damos emprego, direta e indiretamente a cinco mil pessoas e contribuímos com 254 milhões de euros anuais para os cofres do Estado, por via dos impostos especiais de consumo, sobre o trabalho e o rendimento”. O objetivo da associação é conseguir que o Governo aproveite a recuperação económica para rever a estrutura do IABA, em nome de uma maior “eficiência fiscal”. “É prioritário garantir que paramos a escalada fiscal. Tem sido ineficaz do ponto de vista da receita do Estado e gera um sufoco sobre as empresas. Há uma nova geração de produtores e um movimento que está a ganhar velocidade. Só queremos que a política fiscal não o mate com distorções que podem ser minimizadas com um congelamento que permitirá preservar o emprego e promover mais investimento”. O diferente tratamento fiscal das bebidas espirituosas face à cerveja, com taxas bem inferiores de IABA, ou ao vinho, isento deste imposto, não é, para já, o alvo da associação. “A nossa prioridade é conseguirmos estabilidade fiscal. Assumimos uma postura colaborativa, queremos ser parte da solução”, afirma Rui Pedro Duarte. A atualização do IABA este ano, pelo valor da inflação, “foi um primeiro passo”, reconhece, mas o setor quer ir mais longe.

Por Ilídia Pinto 03.06.2018 / 10:00 in Dinheiro Vivo online (https://www.dinheirovivo.pt/economia/espirituosas-pedem-congelamento-do-imposto-sobre-o-alcool/)

25 Janeiro, 2018
mytaxi parceira oficial do 100% COOL

A mytaxi é o novo parceiro do 100% cool. Em 2018 esta parceria vai estar na estrada e no digital a premiar os jovens com uma “performance 100% cool” ao volante: taxa 0% de álcool

A mytaxi, empresa líder europeia em serviços digitais de reserva de táxis, associa-se como parceiro estratégico do programa “100% COOL: Edição 15 Anos”, com o objetivo de promover em conjunto com a ANEBE (Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas) a taxa 0% de álcool ao volante entre os condutores mais jovens.

Ao longo de 2018, ano da edição comemorativa dos 15 anos do 100% Cool, a mytaxi vai estar na estrada e no digital a premiar os jovens condutores portugueses que cumpram o requisito de perfil do “condutor cool”, selecionados em operações que a ANEBE realiza em parceira com a PSP e GNR há já 15 anos por todo o território nacional e que tem marcado várias gerações de condutores portugueses.

A presença da mytaxi vai acontecer em operações selecionadas ao longo de todo o ano. Para além disso, a aplicação que trabalha exclusivamente com motoristas de táxi vai ainda promover outras ações que visem salientar os valores da campanha 100% cool apostada no reforço da prevenção e segurança rodoviárias, premiando os exemplos “100% cool” ao volante. Benefícios promocionais e descontos para os “condutores designados 100% cool”, com vantagens exclusivas para os condutores 100% Cool utilizadores da app, serão algumas das recompensas atribuídas.

Esta edição dos 15 Anos do 100% Cool marca um relançamento desta aliança social que junta entidades públicas e privadas num único propósito de interesse nacional: segurança e prevenção rodoviárias. Em 2018, esta iniciativa que marcou inúmeras gerações, volta à estrada e às redes sociais com mais força, com novos parceiros públicos e privados e com um compromisso mais ambicioso de reduzir a relação do álcool com a condução. Os dados mais recentes da ANSR demonstram a absoluta necessidade de responder com mais força de prevenção e sensibilização nas estradas portuguesas e assim faremos num espaço de intervenção ainda mais alargado. A mytaxi é um parceiro estratégico nesta nova fase de ação mais ambiciosa: por um lado representa um incentivo ao exemplo por força de premiar os condutores 100% Cool, e por outro lado uma alternativa responsável de transporte em absoluta segurança,” refere Rui Pedro Duarte, secretário-geral da ANEBE.

Estamos muito orgulhosos com esta parceria, na mytaxi privilegiamos a responsabilidade social e sobretudo as boas práticas, e por isso associarmo-nos a esta iniciativa tem um carácter muito especial. É sem dúvida mais uma forma de contribuirmos para impactar positivamente a realidade portuguesa e esperamos poder premiar muitos condutores”, afirma Pedro Pinto, Diretor Geral da mytaxi Portugal.

19 Janeiro, 2018
Bebidas espirituosas impulsionam setor agrícola

Consumo de licores e de poncha dispara no Natal. Este ano foram engarrafados 702 milhares de litros, no montante de 3,6 milhões de euros.

Responsável pela manutenção de 159 postos de trabalho na Região, a produção de bebidas espirituosas está diretamente ligada ao setor agrícola madeirense, contribuíndo para o escoamento de fruta regional que é utilizada na produção dos licores.

Esta atividade tem assumido um peso cada vez mais significativo na economia regional. Paula Luísa Jardim Duarte, presidente do Conselho Directivo do Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM), diz mesmo que a produção tem crescido nos últimos anos, contribuindo para manter e gerar novos postos de trabalho nas pequenas unidades de produção regionais.

“São cerca de 159 postos de trabalho, dos quais mais de 40 % são efetivos, mas é preciso referir que o setor contribui para a melhoria do rendimento de mais de um milhar de produtores de cana-de-açúcar e de frutos regionais”, avança Paula Jardim, em declarações proferidas ao Económico Madeira.

A governante destaca ainda a importância para a Região da “ qualidade e do prestígio reconhecidos ao mais alto nível na União Europeia, como Indicação Geográfica Protegida (IGP) Rum da Madeira”.

Em 2016, a comercialização de bebidas espirituosas produzidas na Região Autónoma da Madeira ultrapassou os 806 milhares de litros, rendendo 3,9 milhões de euros, mais 8,3 milhões do que em 2015. Segundo os dados do IBVAM, os 5 engenhos em atividade foram responsáveis pela transformação de mais de 8.839 toneladas de cana-de-açúcar.
Entre janeiro e novembro deste ano, foram engarrafados 702 milhares de litros, no equivalente a um valor de comercialização da ordem dos 3,6 milhões de euros.

Até novembro, a produção de rum ascendeu aos 411 milhares de litros, o correspondente a 2,1 milhões de euros, já o engarrafamento de licor e poncha rondou os 287 milhares de litros (1,4 milhões de euros).

No todo do País, estima-se que a indústria das bebidas espirituosas entregue anualmente perto de 50 milhões de euros aos cofres do Estado em IVA, contribuindo, de acordo com os dados da Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE), para a geração de 40 milhões de euros em receitas de IRC.

Na Madeira, Paula Jardim não tem dúvidas que a comercialização das bebidas típicas tende a crescer no Natal, sendo que por norma o engarrafamento de bebidas regionais, incluindo o Vinho da Madeira, é mais expressivo no último trimestre do ano para dar resposta à maior procura verificada durante o Natal e Final de Ano.

“Quando falamos de bebidas espirituosas da RAM, é certo que a aguardente de cana sacarina, ‘Rum da Madeira, mas a poncha, o Vinho Madeira e os licores são indissociáveis da cultura madeirense, especialmente o licor de Anis, o Tin-Tan-Tum, o licor de Ginja, a macia, bebidas bem caraterísticas da época natalícia”, refere a presidente do IBVAM.

Manda a tradição que em casa madeirense haja sempre no Natal uma garrafa de licor ou de ‘Vinho Madeira’. O hábito de consumir este tipo de bedidas na quadra natalícia beneficia também o comércio local e as barraquinhas de comes-e-bebes que, na época natalícia, se concentram, por exemplo, na Placa Central da Avenida Arriaga.

O aumento das vendas de bebidas espirituosas é corrobado pelos comerciantes madeirenses. Sem referir números, Luís Faria, sócio-gerente de uma das maiores produtoras regionais (ver texto ao lado), afirma que “no Natal a comercialização é mais significativa”.

“Ter uma garrafa de rum branco ou um licor em casa para receber as visitas é uma tradição que se mantém. No Natal, o aniz é dos produtos mais procurados na nossa empresa, seguindo-se a poncha e o licor”, acrescenta o empresário.

No que toca ao ‘Vinho Madeira’ também a quadra natalícia é a que gera maior consumo. 2017 deverá ser um ano forte em termos de comercialização deste produto, num ano em que a quantidade vendida (dados do 3º trimestre deste ano) até caíu em termos homólogos, mas vendeu-se melhor e mais caro.

Os dados respeitantes ao 3.º trimestre de 2017 da Direcção Regional de Estatística (DREM) mostram que a comercialização rondou os 741 mil litros, o que se traduziu em receitas de primeira venda de 4,6 milhões de euros. Comparativamente ao período homólogo registou-se um decréscimo de 10,7% na quantidade e um acréscimo de 6,4% no valor.”

In Jornal Económico 18.012018

 

17 Janeiro, 2018
54 % do valor de cada garrafa de Bebidas Espirituosas são impostos

A indústria das bebidas espirituosas apresenta um valor global direto próximo dos 700 milhões de euros, tendo sido responsável por vendas no valor de 389 milhões de euros no canal On Trade e de 281 milhões de euros no canal Off Trade durante o exercício de 2016. Neste sector, é visível a vontade de uma nova geração de empresários em reinventar marcas e produtos tradicionais, em inovar e em reforçar as suas exportações, movimento que faz acreditar que há margem para um maior investimento e para a geração de riqueza. Contudo, o sector debate-se com o incremental aumento da carga fiscal, que encara como destruidor de valor e um elemento desincentivador desse mesmo investimento. Para 2018, são esperados novos aumentos. 

Desde 2013 que as vendas de bebidas espirituosas estão em queda, facto que a ANEBE – Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas atribui, precisamente, a este aumento de carga fiscal e que motivou ter entregue ao Governo uma proposta que permita inverter o ciclo. “A indústria de bebidas espirituosas tem sido alvo de aumentos brutais na sua carga fiscal e isso afeta toda a cadeia de atividade do sector. É uma pressão distorciva sobre o mercado e destruidora de valor para a indústria. Acresce que também é ineficiente; neste momento, já é mesmo contraproducente para a arrecadação de receita por parte do Estado. Em 2003, o Estado arrecadou 206 milhões de euros com este imposto e em 2016 arrecadou 193,96 milhões de euros”, defende Rui Pedro Duarte, secretário-geral da ANEBE.

Em média, 54% do valor de cada garrafa de bebida espirituosa são impostos, entre Imposto sobre o Álcool e as Bebidas Alcoólicas (IABA) e Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA). O primeiro sofreu, nos últimos sete anos, um aumento nominal de 32%, o que torna Portugal num dos países com cargas fiscais mais elevadas em toda a União Europeia, quando comparado o Produto Interno Bruto (PIB) per capita.

O Orçamento de Estado para 2018 preconiza uma atualização da taxa do Imposto Especial sobre o Consumo (IEC) em 1,4%, em linha com a inflação. Medida que, no entender da ANEBE, representa “um primeiro reconhecimento da insustentável equação do IABA: menos 5% do mercado e 11% do consumo de bebidas alcoólicas em Portugal garante 60% da receita total do IABA, tornando o sector das bebidas espirituosas o único contribuinte líquido da receita arrecadada com este imposto”.

Por estar em linha com a inflação, a associação que congrega os interesses das empresas que atuam no sector das bebidas espirituosas acredita que seja um primeiro passo em direção à tão ambicionada estabilização fiscal, ainda que “insuficiente” e “aquém” da proposta apresentada pela indústria, a Cláusula de StandStill 2020. “Consideramos ser a fórmula que melhor rentabilizaria o atual momento da economia. Esta proposta, experimentada e adotada em vários países europeus, como é o caso do Reino Unido, permitiria às autoridades portuguesas arrecadar receita além dos 200 milhões de euros com o IABA anualmente”.

No entender da indústria, a estabilidade fiscal é o valor chave para o relançamento da competitividade deste sector, no sentido de estimular o crescimento do emprego, das exportações e do investimento, por via da previsibilidade sobre o ambiente fiscal. Até porque, apesar da contração sentida nos últimos anos, a indústria das bebidas espirituosas tem contribuído para o aumento das exportações portuguesas. Pelas contas da ANEBE, nos últimos anos, as exportações de bebidas destiladas cresceram a uma taxa média de 6% ao ano. “Entre 2010 e 2013, o crescimento ascendeu a 14%, o que significou um incremento de 2.736.613 euros. A indústria como um todo, agrupando produtores, importadores e distribuidores, exporta cerca de 50 milhões de euros por ano, com referência a 2016, tendo crescido o volume de produtos enviados para o exterior a uma taxa média anual de 2,83% nos últimos seis exercícios. Em 2019, o mercado europeu de bebidas alcoólicas deverá ascender a um valor de 408 mil milhões de euros, o que significa um crescimento de 9,6% desde 2014. Esta projeção é particularmente relevante para o trajeto das exportações portuguesas, que têm hoje como três principais mercados externos Espanha, França e Alemanha”.

Turismo 
A inovação introduzida no canal Horeca e a dinamização de novas tendências na restauração e hotelaria são fruto de uma indústria cada vez mais valorizada pelos consumidores nacionais e estrangeiros. A tendência dos cocktails e das bebidas de autor tem acompanhado o movimento semelhante verificado ao nível da gastronomia, fenómeno ao qual o “boom” do turismo não é alheio. “O sector do turismo é crescentemente relevante para a nossa economia. O volume de negócios cresceu consecutivamente, entre 2013 e 2015, tendo como principais contributos o alojamento e a restauração”, confirma Catarina Santos, diretora de marketing da PrimeDrinks. “No âmbito desta tendência positiva, as bebidas alcoólicas têm naturalmente um papel importante na dinamização do turismo e restauração, uma vez que Portugal possui castas, regiões demarcadas e marcas reconhecidas em todo o mundo e muito apreciadas e valorizadas pelos turistas que por cá passam. É um país único na oferta deste tipo de atributos, o que o torna diferenciador e exclusivo. Exemplo concreto do contributo das espirituosas no crescimento do sector é a divulgação de produtos típicos, como a ginginha e a aguardente Magistra, da região demarcada da Lourinhã, uma das três regiões demarcadas do mundo na produção de aguardentes, a par de Cognac e Armagnac”, acrescenta.

O mercado das bebidas espirituosas está diretamente ligado ao lazer, onde o turismo tem sido um forte impulsionador do consumo. Um estudo encomendado pela ANEBE à Ernst & Young revela que o valor global deste mercado já foi maior e que vai continuar a cair até 2018. Desde 2013 que as vendas estão em queda, ano em que valiam quase 800 milhões de euros. “No entanto, de acordo com o relatório da IWSR 2017, a última estimativa do mercado de espirituosas em 2017 apontava para um crescimento em volume de 3% versus 2016. Se compararmos com 2006, sempre em volume, o mercado caiu cerca de 20%, já que passou de 3.415.000 caixas de nove litros para 2.712.250 caixas. Felizmente, temos assistido a uma recuperação do mercado, graças à renovação do canal Horeca. Acredito que em 2018 assistiremos a uma recuperação lenta do mercado das bebidas espirituosas em valor, alavancada em ‘drivers’ tão importantes como o turismo, a ‘premiumização’ dos pontos de venda Horeca e a um maior consumo ‘out of home’ por parte do mercado doméstico”, destaca Inês Machado, Marketing & Communications Director da Empor Spirits.

Esta continua a ser uma indústria que aporta margem ao turismo e à restauração. “Num país onde 98,5% do consumo fora de casa acontece no canal Horeca, é natural que as bebidas espirituosas, nomeadamente as mais premium, se tenham tornado num ativo de diferenciação e numa fonte de rendimento fundamental para a restauração e a hotelaria. A Empor Spirits orientou a sua estratégia nesse sentido e o resultado traduziu-se num aumento de vendas de 900% em apenas 10 anos”, acrescenta.

Atividade promocional 
Não obstante a importância do canal Horeca para este negócio, o canal alimentar é também determinante e em 2016, segundo o anuário Nielsen, representou cerca de 120 milhões de euros. Os dados mais recentes, referentes ao ano móvel findo à semana 40/2017, revelam um crescimento das bebidas alcoólicas, quer em volume (+0,5%), quer em valor (+3%).

De acordo com as últimas previsões do sector, o peso do canal alimentar para as bebidas espirituosas situava-se nos 17,5% em volume, com variação entre o tipo de categoria. Este é um canal fortemente marcado pela atividade promocional, muitas vezes chegando aos 75%. Para Bruno Calvão, Head of Marketing da Pernod Ricard Portugal, “as promoções permitem aos consumidores acederem a determinados produtos a um preço mais acessível, pelo que é normal que aproveitem para experimentar, nestas ocasiões, alguns produtos que, pelo posicionamento de preço, não seria habitual adquirirem”. Opinião que é partilhada por Catarina Santos. “Após a recessão dos últimos anos, o consumidor português tornou-se especialmente sensível ao preço e às promoções, sendo esta uma estratégia utilizada pelas marcas e retalhistas para fomentar a experimentação e a rotação, situação que se verifica na generalidade dos sectores de grande consumo. Na verdade, Portugal é o país europeu com maior nível de atividade promocional, inclusivamente acima do Reino Unido, e as promoções podem chegar aos 75% em algumas categorias. Isto faz com que haja cada vez menos fidelidade às marcas”.

Efetivamente, enquanto no canal Horeca as promoções são mais efetivas, já que englobam uma experiência associada ao consumo, no canal alimentar o mercado é predominantemente alavancado na atividade promocional, o que, para as empresas do sector, se traduz numa deterioração da lealdade por parte do “shopper”. Os consumidores estão habituados a descontos e sabem que haverá sempre mais, seja na sua loja habitual, seja noutra. “Por essa razão, não considero as promoções uma ferramenta efetiva de recrutamento de consumidores e experimentação, já que, para se conseguir uma construção sustentável de marca, o preço não deve ser o principal ‘driver’ de compra, mas sim um adjuvante quando a marca já é relevante para o consumidor”, defende Inês Machado.

Categorias 
No sector das bebidas espirituosas, os whiskies e os gins são as categorias que registam maior frequência e profundidade promocional. São, em simultâneo e respetivamente, a maior categoria e aquela que tem registado maior crescimento.

De acordo com o relatório IWSR 2016, todas as categorias de espirituosas cresceram em volume de 2015 para 2016, ainda que por razões diferentes e com dinâmicas distintas. Naquele que é o maior segmento, o whisky, assistiu-se a uma inversão da tendência, após uma década de decréscimos, com os whiskies escoceses e os americanos a registarem as subidas mais significativas. De facto, a perda que as bebidas espirituosas vinham a experimentar nos últimos anos deve-se maioritariamente à redução do consumo no whisky que, juntamente com o brandy, é responsável por mais de 70% do sector. Ambos perderam 50% do volume, resultado da mudança de hábitos de consumo, que transitaram para outras bebidas, como o gin, ou para outros sectores do mercado de bebidas, como o vinho.

O gin tem sido o segmento de maior crescimento, embora o ano de 2016 tenha demonstrado algum abrandamento, com um movimento de consumo crescentemente orientado para o Off Trade. Já o rum e a tequila, que até então vinham a apresentar vendas estáveis, beneficiaram da entrada de novas marcas no mercado. Por fim, a vodka tem evoluído consistentemente desde 2006, com o desenvolvimento do sector premium.

Em Portugal, o whisky representa 36% das vendas de bebidas espirituosas. A importância que este segmento tem para o consumo, seja dentro seja fora de casa, leva a que mantenha a sua liderança quando comparado com outros segmentos que acabam por ter um consumo superior em diferentes ocasiões.

Já o rum, apesar de representar apenas 3% das bebidas espirituosas, mantém o forte crescimento de 33% dos últimos dois anos, o que demonstra a crescente apreciação por parte dos consumidores portugueses. “O rum tem apresentado crescimentos interessantes e com um potencial de crescimento adicional claro, dada a dimensão ainda reduzida da categoria no total de bebidas espirituosas”, confirma Bruno Calvão, que antevê um interesse crescente por parte dos consumidores, nomeadamente no segmento super premium.

O rum, assim como a tequila, mezcal, pisco e outras espirituosas ligadas à coqueteleria, cresceram exatamente devido à curiosidade em torno dos cocktails, segundo defende Filipa Garcia, administradora da Garcias Wines & Spirits. “Os portugueses não consomem rum puro, mas misturado em daiquiris, mojitos ou outros cocktails. Só uma pequena percentagem consome este produto em estado puro”.

Produto que, a par do gin e dos aperitivos, é uma das categorias a seguir com atenção, até pela necessidade de diversificação da base tradicional de consumidores de bebidas espirituosas, com o público feminino a revelar-se comprador das mesmas.

Este artigo foi publicado na edição n.º 48 da Grande Consumo.

23 Novembro, 2017
IABA: mais receita com menos taxa

A indústria das bebidas espirituosas representa hoje para a economia portuguesa um impulso de qualidade, inovação e diferenciação em toda a sua cadeia de valor.

O estudo realizado pela EY Portugal “Indústria das Bebidas Espirituosas: um contributo para a análise do impacto económico e fiscalidade” (Maio, 2017) já demonstrou, em particular pela modelação da curva de Laffer, que o IABA português tem uma estrutura desajustada do seu propósito (conforme definido pelo CIEC) mas acima de tudo aquém do seu potencial máximo de arrecadação de receita para o Estado.

A prova disso mesmo é que entre 2003 e 2016 a receita do IABA regista uma perda anual média de 0,39%, ou seja, menos 1,06 milhões/ano. Em 2003, e com menos 50% da taxa nominal, este imposto arrecadou 206,6 milhões. Em 2016, e com mais 50% de taxa nominal, este imposto recolheu 193,06 milhões de euros. Em bom rigor, este desajuste do IEC português sobre as bebidas espirituosas e em particular o fenómeno de uma taxa de imposto além do ponto ótimo de tributação (e assim aquém do seu potencial máximo de arrecadação de receita) não é infelizmente, um exclusivo nacional no quadro da política fiscal dos diferentes países da UE. Contudo, e embora a tributação destes produtos tenha um cariz eminentemente comunitário, há já exemplos recentes de países da UE que optaram por aplicar um critério de simples e pura eficiência tributária, aliada da devida racionalidade económica, às taxas deste IEC.

Ou seja, no espaço que é devido às autoridades nacionais, nomeadamente a fixação das taxas do imposto ajustadas às realidades dos mercados domésticos, os casos do Reino Unido em 2015 ou da Roménia em 2014 são demonstrativos de uma via pragmática que favorece a otimização da receita fiscal em detrimento de dogmas nominais sobre a taxa deste IEC (baseados, regra geral, em generalismos de senso comum pigouviano).

A 24 de março de 2015, o Reino Unido desceu a taxa do imposto sobre as bebidas espirituosas em 1,98%. Estas alterações, segundo os dados oficiais do tesouro britânico amplamente divulgados, levaram a aumento da receita global arrecadada em 2016 de 2,39%, e em particular das bebidas espirituosas de 1,8%. Isto é, a descida de 2% do IEC das bebidas espirituosas em março de 2015 levou a um aumento de 102 milhões de libras na receita de 2016.

Na sequência deste resultado positivo, o próprio Philip Hammond, responsável pelas finanças, reconheceu publicamente a 24 de Novembro de 2016: “If lowering a tax results in increased revenue my instinct would be it was the right way to go”. Já no caso da Roménia, a 1 de janeiro de 2014, o governo decidiu reduzir em 0,31% a taxa do IEC sobre as bebidas espirituosas. Esta redução significou um aumento de 9,33% da receita coletada no final de 2014. Isto é possível apenas quando as respetivas autoridades fiscais decidem olhar para a estrutura do IEC sem dogmas nominais, mas antes com sentido de otimização do potencial de receita a arrecadar, com critérios de eficiência fiscal e numa base de racionalidade económica.

Também em Portugal, no caso do IEC sobre as bebidas espirituosas, e conforme assume o estudo realizado pela EY Portugal “Indústria das Bebidas Espirituosas: um contributo para a análise do impacto económico e fiscalidade”, é possível a otimização da estrutura de um imposto comprovadamente desajustado da realidade do mercado interno. Além disso, está aquém do seu potencial de arrecadação de receita, conforme demonstrado.

A indústria das bebidas espirituosas representa hoje para a economia portuguesa um impulso de qualidade, inovação e diferenciação em toda a sua cadeia de valor, desde o agro-negócio aos bens e serviços associados ao turismo. Falamos de um setor que em 2016, de forma sumária, foi responsável por 5.940 Empregos (diretos e indiretos), 679 milhões de euros em vendas (On/Off Trade), 238 milhões na aquisição de bens e serviços em PT, 280 milhões em contribuições para o Estado (impostos) e 50 milhões em exportações.

in Economia Online – 21 Novembro 2017

 

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